A CBF anunciou, em reunião nesta terça-feira (27), o primeiro modelo de profissionalização da arbitragem nacional. A entidade vai investir cerca de R$ 195 milhões para o desenvolvimento e profissionalização dos árbitros no biênio 2026/2027.
Elaborado pelo Grupo de Trabalho de Arbitragem, o Programa de Profissionalização da Arbitragem (PRO) é liderado por Netto Góes, Helder Melillo e Davi Feques, e conta com a participação de 38 clubes das Séries A e B, consultores internacionais, árbitros, federações e associações. Entre elas, a Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol, que foi representada na reunião pelo presidente da CEAF-RN, Ricardo Albuquerque.
“Foi muito bom, um trabalho muito bem feito pelo grupo rumo à profissionalização. É um avanço muito grande para a nossa arbitragem, com inspiração em modelos utilizados na Europa e em outros lugares do mundo, diversos especialistas na área debatendo para construir o modelo brasileiro com o que há de melhor. A tendência é avançar para melhorar ainda mais a arbitragem em campo”, avaliou o presidente da comissão de arbitragem potiguar.
O PRO está estruturado em quatro pilares e começará oficialmente em março. Neste primeiro momento, o modelo é voltado para o Brasileirão da Série A, mas os árbitros profissionalizados poderão trabalhar em outras competições no decorrer do ano. Os árbitros serão remunerados, com salários mensais, taxas variáveis e bônus por performance, e deverão se dedicar prioritariamente à atividade, sem a obrigação de exclusividade.
A iniciativa contemplará inicialmente 72 árbitros, entre eles, Pablo Ramon (FIFA), árbitro de vídeo do Rio Grande do Norte. Os pioneiros da profissionalização da arbitragem brasileira vão dispor de planos individualizados, com uma rotina semanal de treinos, e estarão sob monitoramento tecnológico. Eles vão contar com todo suporte na área de saúde e passarão por quatro avaliações anuais, com testes físicos e de simulação de jogo.